Fogem lhe as fúrias por entre os dentes.
Espreme as mãos no ventre,
humedece as unhas zangadas
com o suor do sangue que ferve.
Não brilha luz aqui!
Já não é amor que queima dentro
nem sol que aquece fora,
é petróleo,
é fuligem
é negrume que faz as estradas que não escolhe caminhar.
São pés descalços
e zangas por companhia
e cada cara é um filho que não conhece
nesta sede de respirar que envelhece
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1 comment:
ui ui muito bom meu caro
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