Cravou-se breve como uma raiz fraca
a um chão poroso e liquefeito
e sacudiu o queixo acima dos ombros
bradando justiça gesticulada,
brazonando o espaço conquistado
com uma brejeirice sem sentido
fingindo ser torre de pedra.
Na ansia de ficar
perdeu a noção de fugir
e dois braços lhe sustiveram a respiração breve.
A precoce coisa definhou.
Numa mirrada forma de sumir
tomou-se de bronze apapelado
e a desmembrada coisa fez-se detrito
para um vento que passava.
Sobrevoou o burgo fingido
e o castelo verde regado que acreditou como seu.
Mas o vento diz
que quase nada levou naquela tarde...
e se por acaso algo de importante era como se diz por aí
então esse algo guardou tudo isso para si!
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