Tuesday, January 6, 2009

mãe sem mãe

Fogem lhe as fúrias por entre os dentes.

Espreme as mãos no ventre,

humedece as unhas zangadas

com o suor do sangue que ferve.


Não brilha luz aqui!


Já não é amor que queima dentro

nem sol que aquece fora,


é petróleo,

é fuligem

é negrume que faz as estradas que não escolhe caminhar.


São pés descalços

e zangas por companhia


e cada cara é um filho que não conhece

nesta sede de respirar que envelhece

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