Tuesday, January 27, 2009

confesso/descodifico

Muito de tudo nos cai da boca.


De um céu rosado que não segura palavras,

letras sonoras que o marfim trinca

e que a vontade criteriosa entoa.


Deram me ecos


e em troca bateram-se palmas

para compensar espaços vazios

num coro desarranjado

de linguas paradas.


São ansiosas do segredo das palavras simples

e dos elementos edificantes

de que o vazio não é sábio

e nem o cheio soube alguma vez sintetizar.


E talvez por isso se diga

que palavras leva-as os vento.

1 comment:

Libertino Liberto said...

Nem mais meu amigo ,nem mais.Muito bom,devias escrever mais,explode.