Muito de tudo nos cai da boca.
De um céu rosado que não segura palavras,
letras sonoras que o marfim trinca
e que a vontade criteriosa entoa.
Deram me ecos
e em troca bateram-se palmas
para compensar espaços vazios
num coro desarranjado
de linguas paradas.
São ansiosas do segredo das palavras simples
e dos elementos edificantes
de que o vazio não é sábio
e nem o cheio soube alguma vez sintetizar.
E talvez por isso se diga
que palavras leva-as os vento.
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1 comment:
Nem mais meu amigo ,nem mais.Muito bom,devias escrever mais,explode.
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