quando abria a boca
os dentes eram muralhas
tal qual os dedos dos pés
que cerravam
numa contrição nervosa
os ombros de tão descaídos
pareciam umas estranhas ancas
colocadas a meia haste
num torso já de si desactualizado
as mãos numa prece
eram já um bloco quadriculo
que assentava numa mesa
pisando papeis não pisando
dos joelhos nada a apontar
mas a cabeça
...essa
carece de outros versos
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